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quinta-feira, 22 de julho de 2010
Quadrilha do Rio Grande do Norte participa do Concurso de Quadrilhas Nacional no Acre e fica em 3º Lugar .
Arraiá Só Faltava Nós e Associação Cultural Luar do Meu Sertão, parceria que deu certo!!!
A Associação Cultural Luar do Meu Sertão é uma associação que tem o intuito de desenvolver a cultura nas comunidades do Alto São Francisco e comunidades adjacentes e desde 2008 que a Arraiá Só Faltava Nós faz parte desta associação já que o nosso maior intuito é sempre manter firme a cultural junina e desta parceria para surgiu a idéia para no mês de Outubro na festa do nosso padroeiro fazermos o ALTO DE SÃO FRANCISCO, na festa do nosso padroeiro.
Todos os componentes do nosso arraiá que queiram participar se sintam convidados, já realizamos algumas reuniões, alguns já se integraram a essa idéia e todos os sábados e domingos a partir das 18:00 horas da noite estaremos ensaiando.
Será mais uma empreitada que estaremos tentando atingir êxito e tenho certeza que isso não será problema, pois, tudo que queremos fazer com força, determinação, coragem e vontade nós conseguimos.
Os próximos ensaios serão neste sábado e domingo, a partir das 18:00 horas na Rua Francisco Freire de Carvalho, na casa de Reges e Val, estejam convidados a partir e demonstrar toda a sua cultura e amor pelo nosso bairro.
terça-feira, 20 de julho de 2010
Como surgiu a quadrilha e o como ela se transformou no maior ícone cultural do nordeste!!!
A quadrilha brasileira tem o seu nome de uma dança de salão francesa para quatro pares, a "quadrille", em voga na França entre o início do século XIX e a Primeira Guerra Mundial. A "quadrille" francesa, por sua parte, já era um desenvolvimento da "contredanse", popular nos meios aristocráticos franceses do século XVIII. A "contredanse" se desenvolveu a partir de uma dança inglesa de origem campesina, surgida provavelmente por volta do século XIII, e que se popularizara em toda a Europa na primeira metade do século XVIII.
A "quadrille" veio para o Brasil seguindo o interesse da classe média e das elites portuguesas e brasileiras do século XIX por tudo que fosse a última moda de Paris (dos discursos republicanos de Gambetta e Jules Ferry, passando pelas poesias de Victor Hugo e Théophile Gautier até a criação de uma academia de letras, dos belos cabelos cacheados de Sarah Bernhardt até ao uso do cavanhaque).
Ao longo do século XIX, a quadrilha se popularizou no Brasil e se fundiu com danças brasileiras pré-existentes e teve subsequentes evoluções (entre elas o aumento do número de pares e o abandono de passos e ritmos franceses). Ainda que inicialmente adotada pela elite urbana brasileira, esta é uma dança que teve o seu maior florescimento no Brasil rural (daí o vestuário campesino), e se tornou uma dança própria dos festejos juninos, principalmente no Nordeste. A partir de então, a quadrilha, nunca deixando de ser um fenômeno popular e rural, também recebeu a influência do movimento nacionalista e da sistematização dos costumes nacionais pelos estudos folclóricos.
O nacionalismo folclórico marcou as ciências sociais no Brasil como na Europa entre os começos do Romantismo e a Segunda Guerra Mundial. A quadrilha, como outras danças brasileiras tais que o pastoril, foi sistematizada e divulgada por associações municipais, igrejas e clubes de bairros, sendo também defendida por professores e praticada por alunos em colégios e escolas, na zona rural ou urbana, como sendo uma expressão da cultura cabocla e da república brasileira. Esse folclorismo acadêmico e ufano explica duma certa maneira o aspecto matuto rígido e artificial da quadrilha.
No entanto, hoje em dia, essa artificialidade rural é vista pelos foliões como uma atitude lúdica, teatral e festiva, mais do que como a expressão de um ideal folclórico, nacionalista ou acadêmico qualquer. Seja como for, é correto afirmar que a quadrilha deve a sua sobrevivência urbana na segunda metade do século XX e o grande sucesso popular atual aos cuidados meticulosos de associações e clubes juninos da classe média e ao trabalho educativo de conservação e prática feito pelos estabelecimentos do ensino primário e secundário, mais do que à prática campesina real, ainda que vivaz, porém quase sempre desprezada pela cultura citadina.
Desde do século XIX e em contato com diferentes danças do país mais antigas, a quadrilha sofreu influências regionais, daí surgindo muitas variantes:
- "Quadrilha Caipira" (São Paulo)
- "Saruê", corruptela do termo francês "soirée", (Brasil Central)
- "Baile Sifilítico" (Bahia)
- "Mana-Chica" (Rio de Janeiro)
- "Quadrilha" (Sergipe)
- "Quadrilha Matuta"
Hoje em dia, entre os instrumentos musicais que normalmente podem acompanhar a quadrilha encontram-se o acordeão, pandeiro, zabumba, violão, triângulo e o cavaquinho. Não existe uma música específica que seja própria a todas as regiões. A música é aquela comum aos bailes de roça, em compasso binário ou de marchinha, que favorece o cadenciamento das marcações.
Em geral, para a prática da dança é importante a presença de um mestre "marcante" ou "marcador", pois é quem determina as figurações diversas que os dançadores devem desenvolver. Termos de origem francesa são ainda utilizados por alguns mestres para cadenciar a dança.
Os participantes da quadrilha, vestidos de matuto ou à caipira, como se diz fora do nordeste(indumentária que se convencionou pelo folclorismo como sendo a das comunidades caboclas), executam diversas evoluções em pares de número variável. Em geral o par que abre o grupo é um "noivo" e uma "noiva", já que a quadrilha pode encenar um casamento fictício. Esse ritual matrimonial da quadrilha liga-a às festas de São João europeias que também celebram aspirações ou uniões matrimoniais. Esse aspecto matrimonial juntamente com a fogueira junina constituem os dois elementos mais presentes nas diferentes festas de São João da Europa.
Como surgiu a quadrilha e o como ela se transformou no maior ícone cultural do nordeste!!!
A quadrilha brasileira tem o seu nome de uma dança de salão francesa para quatro pares, a "quadrille", em voga na França entre o início do século XIX e a Primeira Guerra Mundial. A "quadrille" francesa, por sua parte, já era um desenvolvimento da "contredanse", popular nos meios aristocráticos franceses do século XVIII. A "contredanse" se desenvolveu a partir de uma dança inglesa de origem campesina, surgida provavelmente por volta do século XIII, e que se popularizara em toda a Europa na primeira metade do século XVIII.
A "quadrille" veio para o Brasil seguindo o interesse da classe média e das elites portuguesas e brasileiras do século XIX por tudo que fosse a última moda de Paris (dos discursos republicanos de Gambetta e Jules Ferry, passando pelas poesias de Victor Hugo e Théophile Gautier até a criação de uma academia de letras, dos belos cabelos cacheados de Sarah Bernhardt até ao uso do cavanhaque).
Ao longo do século XIX, a quadrilha se popularizou no Brasil e se fundiu com danças brasileiras pré-existentes e teve subsequentes evoluções (entre elas o aumento do número de pares e o abandono de passos e ritmos franceses). Ainda que inicialmente adotada pela elite urbana brasileira, esta é uma dança que teve o seu maior florescimento no Brasil rural (daí o vestuário campesino), e se tornou uma dança própria dos festejos juninos, principalmente no Nordeste. A partir de então, a quadrilha, nunca deixando de ser um fenômeno popular e rural, também recebeu a influência do movimento nacionalista e da sistematização dos costumes nacionais pelos estudos folclóricos.
O nacionalismo folclórico marcou as ciências sociais no Brasil como na Europa entre os começos do Romantismo e a Segunda Guerra Mundial. A quadrilha, como outras danças brasileiras tais que o pastoril, foi sistematizada e divulgada por associações municipais, igrejas e clubes de bairros, sendo também defendida por professores e praticada por alunos em colégios e escolas, na zona rural ou urbana, como sendo uma expressão da cultura cabocla e da república brasileira. Esse folclorismo acadêmico e ufano explica duma certa maneira o aspecto matuto rígido e artificial da quadrilha.
No entanto, hoje em dia, essa artificialidade rural é vista pelos foliões como uma atitude lúdica, teatral e festiva, mais do que como a expressão de um ideal folclórico, nacionalista ou acadêmico qualquer. Seja como for, é correto afirmar que a quadrilha deve a sua sobrevivência urbana na segunda metade do século XX e o grande sucesso popular atual aos cuidados meticulosos de associações e clubes juninos da classe média e ao trabalho educativo de conservação e prática feito pelos estabelecimentos do ensino primário e secundário, mais do que à prática campesina real, ainda que vivaz, porém quase sempre desprezada pela cultura citadina.
Desde do século XIX e em contato com diferentes danças do país mais antigas, a quadrilha sofreu influências regionais, daí surgindo muitas variantes:
- "Quadrilha Caipira" (São Paulo)
- "Saruê", corruptela do termo francês "soirée", (Brasil Central)
- "Baile Sifilítico" (Bahia)
- "Mana-Chica" (Rio de Janeiro)
- "Quadrilha" (Sergipe)
- "Quadrilha Matuta"
Hoje em dia, entre os instrumentos musicais que normalmente podem acompanhar a quadrilha encontram-se o acordeão, pandeiro, zabumba, violão, triângulo e o cavaquinho. Não existe uma música específica que seja própria a todas as regiões. A música é aquela comum aos bailes de roça, em compasso binário ou de marchinha, que favorece o cadenciamento das marcações.
Em geral, para a prática da dança é importante a presença de um mestre "marcante" ou "marcador", pois é quem determina as figurações diversas que os dançadores devem desenvolver. Termos de origem francesa são ainda utilizados por alguns mestres para cadenciar a dança.
Os participantes da quadrilha, vestidos de matuto ou à caipira, como se diz fora do nordeste(indumentária que se convencionou pelo folclorismo como sendo a das comunidades caboclas), executam diversas evoluções em pares de número variável. Em geral o par que abre o grupo é um "noivo" e uma "noiva", já que a quadrilha pode encenar um casamento fictício. Esse ritual matrimonial da quadrilha liga-a às festas de São João europeias que também celebram aspirações ou uniões matrimoniais. Esse aspecto matrimonial juntamente com a fogueira junina constituem os dois elementos mais presentes nas diferentes festas de São João da Europa.
sábado, 3 de julho de 2010
Concursos 2010!!!
Este ano não ficamos a mercê apenas dos grandes concursos, mas, cidades de médio e pequeno porte resolveram fazer seus concursos, ou se já faziam, resolveram divulgar melhor, para que mais quadrilhas podessem participar deles. Vejamos alguns com os seus respectivos resultados.
Começando pela cidade de Monte Alegre que este ano como o ano passado foi palco do Concurso de Quadrilhas da Intertv Cabugi lá os resultados foram os seguintes:
TRADICIONAL
CAMPEÃ - PADRE PINÁH (NATAL)
VICE - CAMPEÃ - CORAÇÃO MATUTO (NATAL)
3ª LUGAR - CIDADE SERTÃO (CURRAIS NOVOS)
ESTILIZADO
CAMPEÃ - SOL LOVE (SERRA CAIADA)
VICE-CAMPEÃ - DANÇA NORDESTE (NATAL)
3º LUGAR - ARRAIÁ DO CABAÇO (NATAL)
Em Mossoró os resultados foram o seguinte:
TRADICIONAL
CAMPEÃ - CORAÇÃO MATUTO (NATAL)
VICE - CAMPEÃ - CIDADE SERTÃO (CURRAIS NOVOS)
3ª LUGAR - PADRE PINÁH (NATAL)
ESTILIZADO
CAMPEÃ - CEARÁ JUNINO (FORTALEZA)
VICE-CAMPEÃ - CUMPADE JUSTINO (FORTALEZA)
3º LUGAR - FILHOS DO SERTÃO (FORTALEZA)
Em Assu os resultados foram:
TRADICIONAL
CAMPEÃ - ARRAIÁ EXPLENDOR (ASSU)
VICE - CAMPEÃ - CAIPIRAS DO SERTÃO (ASSU)
3ª LUGAR - EXPLODE CORAÇÃO (ASSU)
ESTILIZADO
CAMPEÃ - ZÉ MATUTO (MOSSORÓ)
VICE-CAMPEÃ - SOL LOVE (SERRA CAIADA)
3º LUGAR - BRILHO MATUTO (MACAU)
Em Currais Novos os resultados foram:
TRADICIONAL
CAMPEÃ - BRILHO MATUTO (NATAL)
VICE - CAMPEÃ - PADRE PINÁH (NATAL)
3ª LUGAR - ZÉ BUCHUDO (NATAL)
ESTILIZADO
CAMPEÃ - DANÇA NORDESTE (NATAL)
VICE-CAMPEÃ - SOL LOVE (SERRA CAIADA)
3º LUGAR - AMOR CAIPIRA (AREIAL - PB)
Em Triunfo Potiguar os resultados foram:
GERAL
CAMPEÃ - SÃO JOAQUIM (GOVERNADOR DIX-SEPT ROSADO)
VICE - CAMPEÃ - CHEGA MAIS K (SÃO RAFAEL)
3ª LUGAR - SÓ FALTAVA NÓS (ASSU)
Em Carnaubais os resultados foram:
TRADICIONAL
CAMPEÃ - BEBER, CAIR E LEVANTAR (PENDÊNCIAS)
VICE - CAMPEÃ - ARRAIÁ DO PORTO (PORTO DO MANGUE)
3ª LUGAR - ARRAIÁ DA TIA LIANA (PORTO DO MANGUE)
ESTILIZADO
CAMPEÃ - FLOR DO VALE (PENDÊNCIAS)
Em Sitio Novo os resultados foram:
TRADICIONAL
CAMPEÃ - CORAÇÃO MATUTO (NATAL)
VICE - CAMPEÃ - CIDADE SERTÃO (CURRAIS NOVOS)
3º LUGAR - CHICO RIBEIRO (SANTA CRUZ)
ESTILIZADO
CAMPEÃ - ARRAIA DO CABAÇO (NATAL)
VICE - CAMPEÃ - DANÇA NORDESTE (NATAL)
3º LUGAR - SOL LOVE (SERRA CAIADA)
Em Santa Cruz os resultados foram:
TRADICIONAL
CAMPEÃ - TRADIÇÃO JUNINA (SÃO BENTO DO TRAIRI)
VICE - CAMPEÃ - ARRASTA A VÉIA (CORONEL EZEQUIEL)
3º LUGAR - ARRAIA DA JUVENTUDE (JAPI)
ESTILIZADO
CAMPEÃ - ARRAIA DO CABAÇO (NATAL)
VICE - CAMPEÃ - BRILHO DA SERRA (SERRA CAIADA)
3º LUGAR - JUNINA AMOR CAIPIRA (AREIAL - PB)
Em Lajes os resultados foram:
ESTILIZADO
CAMPEÃ - ARRAIA SACODE NORDESTE (RIACHUELO)
VICE - CAMPEÃ - CHEGA MAIS K (SÃO RAFAEL)
3º LUGAR - BONECOS DO SERTÃO (PEDRO AVELINO)
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Blogs do Arraiá Só Faltava Nós
Última Apresentação do Arraiá Só Faltava Nós vai ser sábado!!! (2)
Última Apresentação do Arraiá Só Faltava Nós vai ser sábado!!!
Este ano por motivos maiores, tivemos que nos ausentar de alguns concursos que fomos o ano passado e não podemos ir para outros concursos que temos certeza que vai acontecer este ano, como por exemplo, o concurso da cidade de Santa Cruz, de Governador Dix-Sept Rosado, Jucurutu, Patu, entre outras cidades, mas, em 2011 estaremos de volta mais fortes do que este ano para abrilhantar todos os concursos do nosso estado.
E neste sábado, no nosso bairro, em nossa casa faremos a nossa última apresentação desse ano de 2010, onde completamos 20 anos de muita cultura e tradição, levando a cultura nordestina e da nossa cidade para muitas cidades afora. E como todo ano, faremos a nossa última apresentação no ALTO SÃO FRANCISCO a partir das 20:00 horas, com a presença de todo o bairro, do Arraiá do LULA e de todos aqueles que gostam do ARRAIÁ SÓ FALTAVA NÓS e que queiram prestigiar uma boa quadrilha, com muito brilho, muita animação, porque arraiá tradicional não é só se vestir de trapo e dançar, hoje temos também que retratar que o nordestino tem mudado de vida e que pode se vestir de uma forma mais digna.
Então todos vocês estão convidados para participar da nossa última apresentação, neste sábado dia 03 de Julho, a partir das 20:00 na primeira rua do nossa bairro. Vai ter muita animação, muita gente bonita, uma banda boa para tocar e quadrilha para todos dançar.

